Não acredito em ações altruístas, não acredito em amor a primeira vista, acho superficial. Talvez seja apenas minha natureza fria, ou minha natureza tenha se acostumado à frieza.
Vai ver é tudo exterior à mim, ou sou eu me adaptando na realidade sem finais felizes porque quem sonha muito, se decepciona muito. Quem espera muito, se frustra muito. Deve ser algo parecido com o 'quanto mais alto, maior o tombo'. Ok... Somos capazes de absorver isso mas e quanto à quem não sonha? Não espera nada de nada? Frustra-se?
Questão de sobrevivência ou conveniência; pode escolher!
Mundinho complicado, esse - e por acaso temos outro?
terça-feira, 23 de junho de 2009
sexta-feira, 22 de maio de 2009
balela ..
Me atrevo a dizer que me conheço bem. Me atrevo pois muitos não se conhecem, muitos não se atrevem. Sei de meus sentimentos, de minhas falhas, meus medos, vontades, amores e dores. Sei de ponta a ponta toda a melancolia do meu drama, toda a frivolidade do meu humor, toda a subjetividade de meus conceitos, decorei bem meu tom irônico, sarcástico. Um olhar de canto, um sorriso forçado ou uma triste combinação dos dois. Sei exatamente a quantidade do meu veneno. Desagradável? E muito, quando quero... O que chamam de falsidade, eu chamo de sobrevivência. No final, quem nunca usou uma máscara que sinta-se à vontade para atirar-me a primeira pedras!
Rafaella Moura
Rafaella Moura
quinta-feira, 14 de maio de 2009
quarta-feira, 13 de maio de 2009
R O T I N A !
Virei-me na cama, o som do despertador havia se misturado com meus sonhos. Demorei uns minutos até perceber que o som irritante vinha do celular ao meu lado. Desliguei, tornei a me virar e enrolei um pouco até levantar. Entre sentar-me na cama e vestir o uniforme do colégio, mil coisas já passavam em minha mente. Deslizei até o banheiro, debilitada pelo sono, limpei a maquiagem borrada que ficou da noite mal-dormida, escovei os dentes e me encarei no espelho por um breve minuto. A porta rangeu, fui para o quarto. Luz acesa, olhos sensíveis. Passei o habitual lápis preto no olhos, calcei o tênis e deixei o quarto. Água, remédio, água, bolachas, água. Entrei no carro. Destino: a mesma rotina de sempre...
Rafaella Moura
Rafaella Moura
segunda-feira, 27 de abril de 2009
De tempo em tempo...Mudou !
Quem talvez n'outras vidas, se pôs a fazer rir
quem sabe nessas horas, é também o mais feliz
se trocou dor e angústia, pelas flores das primaveras
deixou as lágrimas no inverno, congeladas ah, quem dera!
Os suspiros das estações, que mudam vagos, vão e vão
passam aqui e passam lá, e vão, sem destino e sem chão
apenas tempo é o limite, desses ventos tortuosos
que passam o tempo a soprar, dessa vida pros mais fracos
Tanto sonhas em memórias, tanto quer em devaneios
pois quem esquece do presente, muito esquece do momento
retorna aos ventos passados, voam e vão com os pensamentos
Voa livre com o vento, feito pássaro ao céu limpo
voa e vai voando, tudo passa e muito fica, quando vê...
já foi o tempo...Tempo, quem viu? passou voando...
Rafaella Moura
quem sabe nessas horas, é também o mais feliz
se trocou dor e angústia, pelas flores das primaveras
deixou as lágrimas no inverno, congeladas ah, quem dera!
Os suspiros das estações, que mudam vagos, vão e vão
passam aqui e passam lá, e vão, sem destino e sem chão
apenas tempo é o limite, desses ventos tortuosos
que passam o tempo a soprar, dessa vida pros mais fracos
Tanto sonhas em memórias, tanto quer em devaneios
pois quem esquece do presente, muito esquece do momento
retorna aos ventos passados, voam e vão com os pensamentos
Voa livre com o vento, feito pássaro ao céu limpo
voa e vai voando, tudo passa e muito fica, quando vê...
já foi o tempo...Tempo, quem viu? passou voando...
Rafaella Moura
domingo, 19 de abril de 2009
Caixa de Pandora

Foi morar sozinha e recortar revistas, ouvir música alta, dançar pela casa, cantar!
Enterrar num passado distante tudo o que ficou quando não se quer mais lembrar. Jogar fora lembranças ruins, ainda vá lá, mas resolveu praticamente trocar de identidade. Começando pelo cabelo, a cor dos olhos, o esmalte, os sapatos, o próprio nome. Nada fácil mas ela o fez. De quando em quando perguntava-se se era certo e uma rápida olhada no espelho lhe respondia 'melhor agora'. Certa vez pegou aquela caixa que insistia em olhá-la do fundo do armário e achando que havia livrado-se de tudo, como quem abre a caixa de pandora, viu sair de lá todo seu passado feito filme discorrendo lentamente pela parede branca. Atordoada sentou-se no chão frio e não se importando muito com isso, assistiu alí, sentada, recostada na parede o filme de sua vida! boas e más coisas iam recortando os feixes de luz que por algum motivo, escurecia seus pensamentos e diante de seus olhos traziam à tona uma vida inteira. Sua vida inteira. O filme picado que jorrava da caixa a fez reviver nostalgicamente seu trajeto ríspido e tortuoso que a levou até o momento confuso em que encontrava-se, porém pouco a pouco foi notando que cada pedra em sua frente levou-a à construir o caminho que decidiu seguir. Julgava ser o melhor caminho, julgava ter sido a melhor escolha, julgava ter feito o melhor que pôde mas deu-se conta que julgou demais. Todos que passaram por sua vida ficaram para trás do muro que ia construindo-se instantaneamente conforme o tempo ia passando e os passos seguiam adiante. Tornou-se sozinha num caminho disforme, imperfeito e tão frágil quanto uma folha ao vento. Notou que o filme não passaria, não completamente, não seguindo uma sequência lógica se faltasse ao menos um pedaço, por menor que fosse, pois este faria falta; "assim como minha vida" - suspirou. Percebeu que estava tornando tudo mais difícil, tornando tudo em uma mentira, grande e mal construída. Havia se posto num lugar onde tudo em sua volta era falso, uma teia de histórias e fantasias da qual nunca conseguira sair. Pois bem, estava livre! Seus fantasmas do passado haviam libertado-se de uma forma inesperada e logo viu, não foi de todo ruim. Aliás, não foi nada ruim ou doloroso relembrar tudo o que já viveu. Levantou-se lentamente após o final da sessão de seu próprio filme, tomou nas mãos a velha caixa e a guardou. Limpou as lágrimas. Deixou o quarto. Ela tinha algumas cartas a abrir. Ela tinha alguns telefonemas a dar.
Rafaella Moura
quinta-feira, 9 de abril de 2009
domingo, 5 de abril de 2009
Da morte triste choras
o pranto segue as horas
no escuro fecha os olhos
no vazio a alma vaga
Lembranças e histórias
e as risadas sonoras
invadem a memória
e de súbito se acabam
Ainda vale o que restou
pra ser lembrado com amor
o pouco que ainda ficou
Secam as lágrimas e o riso
antes frio, agora limpo
trazem de volta o que passou
Rafaella Moura
o pranto segue as horas
no escuro fecha os olhos
no vazio a alma vaga
Lembranças e histórias
e as risadas sonoras
invadem a memória
e de súbito se acabam
Ainda vale o que restou
pra ser lembrado com amor
o pouco que ainda ficou
Secam as lágrimas e o riso
antes frio, agora limpo
trazem de volta o que passou
Rafaella Moura
segunda-feira, 23 de março de 2009
versos ao vento
"combina as palavras ao vento
de súbito suspiro, os versos
antes apenas palavras, sem nexo
são agora; pensamentos !"
Rafaella Moura
de súbito suspiro, os versos
antes apenas palavras, sem nexo
são agora; pensamentos !"
Rafaella Moura
quarta-feira, 4 de março de 2009
Dias de rimas
Uma garota boba
que gostava de rimas
e rimava dia e noite
noite e dia, noite e dia...
fazia poemas e poesias
escrevia histórias e fantasias
dia e noite
noite e dia, noite e dia...
um dia descobriu
o que mais a vida tem
e descobriu também
que às coisas poderia dar vida
tomou o velho caderno,
o lápis e a borracha
e escrevendo conheceu
um mundo por trás das rimas
muito fez e conseguiu
rimar sonho e conquista
pois rimas, para ela,
eram todos os seus dias
noites e dias, noites e dias...
Rafaella Moura
que gostava de rimas
e rimava dia e noite
noite e dia, noite e dia...
fazia poemas e poesias
escrevia histórias e fantasias
dia e noite
noite e dia, noite e dia...
um dia descobriu
o que mais a vida tem
e descobriu também
que às coisas poderia dar vida
tomou o velho caderno,
o lápis e a borracha
e escrevendo conheceu
um mundo por trás das rimas
muito fez e conseguiu
rimar sonho e conquista
pois rimas, para ela,
eram todos os seus dias
noites e dias, noites e dias...
Rafaella Moura
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Time to change !
'voltei a olhar e sem mais ou menos ainda, eu vi o que jamais conseguira ver antes!
percebi que de fato abrira os olhos e estava realmente enxergando e não apenas olhando.
caminhei tanto tempo por entre as mesmas flores no velho jardim e nunca havia notado quantas borboletas haviam alí, quantos tipos de flores estavam ao meu redor.
decidi m u d a r ! se eu posso abrir os olhos, posso correr entre as flores sob as sombras das árvores, posso deitar na grama macia e me recolher em devaneios, passar poesias pro papel, olhar o céu...
posso ser quem eu quiser, quem eu decidi ser.
eu decidi que pequenas coisas valem a pena, que tempestade em copo d'água é bobagem, que o importante é sempre o que está por trás das aparências.
e por trás da minha aparência, só eu sei o que se esconde...'
Rafaella Moura
percebi que de fato abrira os olhos e estava realmente enxergando e não apenas olhando.
caminhei tanto tempo por entre as mesmas flores no velho jardim e nunca havia notado quantas borboletas haviam alí, quantos tipos de flores estavam ao meu redor.
decidi m u d a r ! se eu posso abrir os olhos, posso correr entre as flores sob as sombras das árvores, posso deitar na grama macia e me recolher em devaneios, passar poesias pro papel, olhar o céu...
posso ser quem eu quiser, quem eu decidi ser.
eu decidi que pequenas coisas valem a pena, que tempestade em copo d'água é bobagem, que o importante é sempre o que está por trás das aparências.
e por trás da minha aparência, só eu sei o que se esconde...'
Rafaella Moura
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
De mãe para filha...
CADA PALAVRA UM SENTIMENTO,
CADA FRASE UM LAMENTO,
OU TAMBEM UMA GARGALHADA,
ABAFADA NUMA RISADA...
ESCONDIDA,MÃO NA BOCA...
VOCE É ASSIM,MEIO LOUCA!
MEIO ADULTA,MEIO MENINA..
QUE TODA DIA ME ENSINA..
A SER MÃE,A SER CRIANÇA,
A VIVER..TER ESPERANÇA...
VOCE É ASSIM,A PIADA ENGRAÇADA,
QUE ME FAZ DAR TANTA RISADA...
JUSTAMENTE QUANDO MAIS PRECISO,
VOCE ME FAZ PERDER O JUIZO...
FICO ALI...BOBA TE OLHANDO,
ESPERANDO O PROXIMO GRACEJO...
E MAIS UMA VEZ,
EM VOCE FILHA...
ME VEJO!!!!
Na janela de um ônibus
Da janela de um ônibus
passa árvore,
passa gente,
passa carro,
passa cachorro
e também gato,
passa farol,
passa a esquina
e o sobrado
Todo dia mesma coisa
acordar cedo,
café da manhã,
ir até o ponto de ônibus
e tudo passa de novo ...
Rafaella Moura
Minha primeira poesia, 09/11/02
Domingos, segundas...semanas!
- Amanhã é segunda...-resmunga a menina.
- É sim...-concorda a avó.
- Eu odeio segunda-feira. Sempre vem depois de domingos tediosos.
- O melhor dia é sábado.
- Não é não, vó. Porque depois vem o domingo tedioso e a segunda chata.
- Então a semana deveria começar na terça.
- Mas as segundas seriam monótonas. Deveria começar no domingo.
- O domingo tedioso seria a segunda chata.
- E se fosse tudo fim-de-semana?
- Todos os dias seriam monótonos! Não deveria haver domingo.
- Mas se não houvesse domingo, então outro dia teria esse papel.
- Então não tem jeito né?!
- Não vó...
- Vamos deixar como está...
- Sim, domingo vai ser sempre domingo...
- E segunda sempre segunda...
Conformam-se avó e neta e terminam assim, o domingo tedioso.
Rafaella Moura
Memórias
Sonho
E acordada
Minha alma busca a tua
E tão sozinha ela se perde
Perdida e tão vazia
Tão vazia quanto fria
Na esperança ela se agarra
E sussurros lança ao vento
O teu beijo foi guardado
Coração já em pedaços
Tomou rumos diferentes
Separados em distância
Indo
e sem querer
E mágoa, lágrimas
Amor acabado
Tão quanto pôde ser reparado
Tornou-se lindo
E assim
Para sempre será lembrado.
Rafaella Moura
E acordada
Minha alma busca a tua
E tão sozinha ela se perde
Perdida e tão vazia
Tão vazia quanto fria
Na esperança ela se agarra
E sussurros lança ao vento
O teu beijo foi guardado
Coração já em pedaços
Tomou rumos diferentes
Separados em distância
Indo
e sem querer
E mágoa, lágrimas
Amor acabado
Tão quanto pôde ser reparado
Tornou-se lindo
E assim
Para sempre será lembrado.
Rafaella Moura
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Apaixone-se!!
Ah, essas paixões!
Alucinantes paixões que nos fazem dizer "pra sempre" e no minuto em que se acabam, dizemos "nunca mais". Mas nunca mais é muito tempo e somos todos loucos; nos apaixonamos de novo.
Se passa, nos perguntamos: valeu a pena?
Cada segundo!
Incontroláveis desejos, inconfundíveis olhares, infinitas emoções.
Se te dizem que é loucura, esse alguém nunca se apaixonou ou não lhe foi intenso o suficiente para que lhe recordasse boas sensações.
Se lhe perguntam o "por que", é apenas impossível explicar.
Paixão não tem justificativa, apenas acontece!
E nesses casos e acasos muitas coisas passam e sobram apenas memoráveis experiências.
E se tratando de paixão, quando não resta mais nada, impagáveis são as recordações.
[subliminar] Apaixone-se! [/subliminar]
Rafaella Moura
Alucinantes paixões que nos fazem dizer "pra sempre" e no minuto em que se acabam, dizemos "nunca mais". Mas nunca mais é muito tempo e somos todos loucos; nos apaixonamos de novo.
Se passa, nos perguntamos: valeu a pena?
Cada segundo!
Incontroláveis desejos, inconfundíveis olhares, infinitas emoções.
Se te dizem que é loucura, esse alguém nunca se apaixonou ou não lhe foi intenso o suficiente para que lhe recordasse boas sensações.
Se lhe perguntam o "por que", é apenas impossível explicar.
Paixão não tem justificativa, apenas acontece!
E nesses casos e acasos muitas coisas passam e sobram apenas memoráveis experiências.
E se tratando de paixão, quando não resta mais nada, impagáveis são as recordações.
[subliminar] Apaixone-se! [/subliminar]
Rafaella Moura
Solidão
Luz da lua, estrela tua
Doce brilho, noite amarga
Clama a alma, dor atroz
Em chamas
Solidão...
A tua presença, me faz falta
Contradição
Venha a mim, que me acalma
Pranteia a alma
Busca em face, respostas
Incógnita
Vai-se a noite, raia o sol
Triste ilusão, sonho ruim
Apenas solidão...
Rafaella Moura
Espelho e poesia
eu sonho e busco
me perco tentando encontrar
eu falo alto e me arrependo fácil
eu choro e g r i t o
eu me acalmo em risos
me olho no espelho e vejo
que minhas piadas já não são ENGRAÇADAS
meu sorriso é falso
minha mente é c o n f u s a
a porta do meu quarto está fechada
minha cama está desarrumada
minhas roupas estão espalhadas
minha vida, d e s o r g a n i z a d a
minhas poesias perderam o sentido
minhas noites duram dias
minhas horas são mais longas
todo dia acordo pensando
daqui eu não saio
C a n s ei
de fugir, de chorar, de me arrepender
Hoje não tenho mais medo
nem de amar, nem de perder
nem de trovões, nem de vencer
Enfrentei meus demônios
e encarei a tempestade
Fui de cara pro destino e
encontrei a liberdade
Estou viva e estou vivendo
E se quiser me seguir
mantenha distância.
Rafaella Moura
.eu falo alto e me arrependo fácil
eu choro e g r i t o
eu me acalmo em risos
me olho no espelho e vejo
que minhas piadas já não são ENGRAÇADAS
meu sorriso é falso
minha mente é c o n f u s a
a porta do meu quarto está fechada
minha cama está desarrumada
minhas roupas estão espalhadas
minha vida, d e s o r g a n i z a d a
minhas poesias perderam o sentido
minhas noites duram dias
minhas horas são mais longas
todo dia acordo pensando
daqui eu não saio
C a n s ei
de fugir, de chorar, de me arrepender
Hoje não tenho mais medo
nem de amar, nem de perder
nem de trovões, nem de vencer
Enfrentei meus demônios
e encarei a tempestade
Fui de cara pro destino e
encontrei a liberdade
Estou viva e estou vivendo
E se quiser me seguir
mantenha distância.
Rafaella Moura
Por mim
eu viveria na estrada,
correndo com o vento,
não esperaria por nada
levando as saudades na mala
voando apenas nos meu pensamentos
esquecendo as tristezas, os tormentos
imaginaria desenhos nas nuvens,
inventaria formas com as estrelas,
acamparia, faria fogueira!
E se tudo fosse fácil assim,
te levaria comigo, pra longe
a caminho do esquecimento!
Carros, buzinas, fumaças...
Casas, luzes, barulhos...
Vida sem graça !
Quem precisa disso tudo, afinal?
Eu não!
Apenas do vento, da estrada...
Mais nada!
Rafaella Moura
correndo com o vento,
não esperaria por nada
levando as saudades na mala
voando apenas nos meu pensamentos
esquecendo as tristezas, os tormentos
imaginaria desenhos nas nuvens,
inventaria formas com as estrelas,
acamparia, faria fogueira!
E se tudo fosse fácil assim,
te levaria comigo, pra longe
a caminho do esquecimento!
Carros, buzinas, fumaças...
Casas, luzes, barulhos...
Vida sem graça !
Quem precisa disso tudo, afinal?
Eu não!
Apenas do vento, da estrada...
Mais nada!
Rafaella Moura
Flores na Janela
Foi apenas um olhar
pela janela entre-aberta
Viu um novo mundo surgir
e sua antiga idéia partir
E pintado de lindas flores
coloridas de ilusão
Pois tentando alcançá-las
estendeu-lhe sua mão
Nada a imperdira
de colhe-lás com o coração
Encheu de cores os olhos,
de esperança e de emoção
Tomada pela fadiga
Pela última vez lutou
Colocou-se em pé de novo
E a ilusão ela abraçou.
Rafaella Moura
pela janela entre-aberta
Viu um novo mundo surgir
e sua antiga idéia partir
E pintado de lindas flores
coloridas de ilusão
Pois tentando alcançá-las
estendeu-lhe sua mão
Nada a imperdira
de colhe-lás com o coração
Encheu de cores os olhos,
de esperança e de emoção
Tomada pela fadiga
Pela última vez lutou
Colocou-se em pé de novo
E a ilusão ela abraçou.
Rafaella Moura
Me cansei desta monotomia arranjada, conformista...Desta vida vazia, estagnada, persuasiva e saturada.
Pensativa e cansada, apenas vivo sem uma chance de prelúdio, a vida é esta e não se pode pré-viver para saber onde nunca errar, o que fazer ou como ganhar.
Sigo meus passos ao acaso dos fatos buscando em vão, soluções, receitas mágicas, respostas exatas... Inganação. Penso comigo buscando otimismo.
Ah! Esta situação...
Apresso-me a escrever e quem sabe por assim dizer, eu vire a mesa do destino e ganhe o jogo nesta minha busca por não sei o quê. Sinto faltar algo, falta brilho, falta vida, faltam respostas. Escrevendo nestas linhas coisas com tanto sentido quanto pode-se entender, me clareio e me expresso nas entrelinhas e você; que nem tente me entender!
Exclamando em um desabafo queria ser um pássaro e voar para onde tudo se pode esquecer.
Vejo então, que em mim há uma voz e a sufoco com lágrimas quando esta deseja acordar. Pois gritar para quê? Grito comigo, num grito vazio por dentro. E basta.
Ainda tenho resquícios de um grito impregnado na garganta que nunca chegou a ter voz. Virou lembrança das últimas causas não resolvidas, das últimas esperanças.
Feito criança mimada recolho-me na cama embalada em choro, esperança e poesia.
Assim com um toque de drama, incenso e silêncio, desabafo em palavras e me acalmo, pois penso que em tudo acha-se solução.
Afinal, gritar por dentro ou sonhar alto, não me livrará do amanhã, tão pouco me trará de volta, o passado!
Rafaella Moura
Pensativa e cansada, apenas vivo sem uma chance de prelúdio, a vida é esta e não se pode pré-viver para saber onde nunca errar, o que fazer ou como ganhar.
Sigo meus passos ao acaso dos fatos buscando em vão, soluções, receitas mágicas, respostas exatas... Inganação. Penso comigo buscando otimismo.
Ah! Esta situação...
Apresso-me a escrever e quem sabe por assim dizer, eu vire a mesa do destino e ganhe o jogo nesta minha busca por não sei o quê. Sinto faltar algo, falta brilho, falta vida, faltam respostas. Escrevendo nestas linhas coisas com tanto sentido quanto pode-se entender, me clareio e me expresso nas entrelinhas e você; que nem tente me entender!
Exclamando em um desabafo queria ser um pássaro e voar para onde tudo se pode esquecer.
Vejo então, que em mim há uma voz e a sufoco com lágrimas quando esta deseja acordar. Pois gritar para quê? Grito comigo, num grito vazio por dentro. E basta.
Ainda tenho resquícios de um grito impregnado na garganta que nunca chegou a ter voz. Virou lembrança das últimas causas não resolvidas, das últimas esperanças.
Feito criança mimada recolho-me na cama embalada em choro, esperança e poesia.
Assim com um toque de drama, incenso e silêncio, desabafo em palavras e me acalmo, pois penso que em tudo acha-se solução.
Afinal, gritar por dentro ou sonhar alto, não me livrará do amanhã, tão pouco me trará de volta, o passado!
Rafaella Moura
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